De segunda a sábado, das 7h às 23h, funciona na cidade a Coleta Seletiva. O processo consiste no recolhimento separado das partes do lixo doméstico, que podem ser recicladas, como papéis, plásticos, metais, vidros, entre outros. Com 12 rotas, já são 48 os bairros do município beneficiados com o serviço, que é implantado gradativamente em toda a cidade.
Conforme o secretário municipal de Serviços Urbanos, Paulo Bones, a partir de outubro o serviço se expande inclusive para as áreas rurais. “A implantação ocorrerá de forma crescente, para que em até 60 dias toda a cidade seja contemplada”, afirma. Bones salienta que, com isso, Gravataí será um dos únicos municípios a recolher qualquer tipo de lixo, como baterias e pneus, e encaminhá-lo para correta destinação.
Trabalho e renda:
As principais avenidas e a região central do município recebem o serviço diariamente. Os outros bairros, uma ou duas vezes por semana. A coleta que separa o lixo seco do orgânico, além de reduzir a produção de lixo e evitar o extrativismo de bens naturais, permite a utilização e reciclagem dos resíduos, proporcionando a geração de trabalho e renda aos catadores associados e à indústria de reciclagem.
São aproximadamente mil quilos de resíduos recicláveis recolhidos por dia pela Prefeitura. Esse lixo é encaminhado para as duas associações do Aterro Sanitário Santa Tecla, onde trabalham dezenas de famílias na triagem dos detritos. O material separado e encaminhado às indústrias recicladoras volta ao mercado em forma de um novo produto.
Exemplo:
A professora Claudilene Albino Araújo, moradora do bairro Parque Ely, conta que a separação do lixo na sua casa começou a partir do estímulo e do exemplo dado pelos filhos Felipe, 9 anos e Victória, 10. “Eles começaram a aprender na aula de ciências a importância e os benefícios da separação do lixo e nos motivaram a iniciar esse trabalho. Hoje eles são uma espécie de fiscais, estão sempre controlando as lixeiras”, afirma.
Ela destaca que separa cerca de cinco sacos de 100 litros de lixo reciclável por mês. “Quando a gente separa o lixo vê a quantidade de material que pode ser reaproveitado e a importância que isso tem não só para o meio ambiente, mas também para as famílias que dependem da reciclagem para sobreviver”, diz.
Coleta:
Claudilene salienta ainda que sua filha fez pequenos cartazes para nomear cada uma das lixeiras, informando os dias que o caminhão da coleta passa pela sua rua. “Quando a gente começou, procuramos saber os dias que o caminhão passaria por aqui. E sempre nas terças-feiras e nos sábados ele passa pontualmente às 9h30min. Não falha nenhuma das vezes, nem atrasa. O serviço é ótimo”, completa.