http://www.redevital.net/


Nossa política
de privacidade

Visitas hoje: 70
Online: 6
Responsabilidade sobre o conteúdo das matérias Notícias Geral

Hiperplasia e câncer de próstata
* Márcia Wirth ( 19/02/2007 )
Não somos mais uma nação de jovens. Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE, para cada 100 jovens, há 25 idosos no Brasil. O número de brasileiros maiores de 60 anos é de cerca de 17,6 milhões, o que significa dizer que 9,7% da população brasileira é formada por pessoas da terceira idade. O País está na lista dos 10 países com maior população de pessoas idosas em termos absolutos do mundo. Segundo o IBGE, o Brasil ocupa a oitava colocação, à frente de Itália e França. Os primeiros do ranking são China, Índia, Estados Unidos, Japão, Rússia, Alemanha e Indonésia.

O brasileiro já vive, em média, 71,3 anos. “Diante dos fatos e números, é necessário ensinar à população que ela pode envelhecer bem, com saúde e dignidade. À medida em que envelhecemos, surgem alterações cronologicamente esperadas no organismo. O correto diagnóstico e acompanhamento preventivo são o que de melhor podemos oferecer no sentido de conviver ou corrigir estas doenças ,que habitualmente, surgem na terceira idade”, afirma o urologista Ricardo Felts de La Roca.

A hiperplasia e o câncer de próstata são doenças características desta fase da vida masculina, que podem ser prevenidas por meio de acompanhamento médico adequado. “Quando estamos na adolescência, a próstata pesa aproximadamente 15 gramas. Mas com o passar do tempo, esta glândula começa a crescer. Este crescimento pode acarretar complicações para a saúde e o bem estar, principalmente, na terceira idade”, explica o médico. Quando a próstata cresce por aumento das glândulas internas com características benignas, ocorre a hiperplasia, cujos sintomas principais são o aumento na freqüência das micções e o esforço para urinar.

Quando, além do aumento do volume da próstata surgem nódulos, sem outros sintomas particulares, caracteriza-se o câncer de próstata, e estes tumores podem não ficar restritos à glândula, podem comprometer os ossos ou outros órgãos, através das metástases. A seguir, o urologista Ricardo de La Roca responde algumas perguntas sobre as principais complicações que a hiperplasia e o câncer de próstata podem acarretar para à saúde masculina:

- É grande a incidência de homens acometidos pela hiperplasia?
Ricardo de La Roca - De 80% a 90% dos homens apresentam crescimento benigno da próstata, a hiperplasia. A doença provoca transtornos urinários que podem comprometer a qualidade de vida do paciente. É comum estes pacientes levantarem várias vezes durante a noite e, no dia seguinte, acordam cansados e indispostos, apresentam jato urinário fraco e fino, queixam-se da freqüência aumentada de micções também durante o dia, e de esvaziamento incompleto da bexiga. É um quadro prevalente, importante pelas conseqüências que acarretam à vida do paciente.

- Como deve ser tratada a hiperplasia?
Ricardo de La Roca - O tratamento da hiperplasia é indicado para o paciente que apresenta os sintomas acima descritos e tem a qualidade de vida comprometida por causa desse crescimento benigno da próstata. Se as dificuldades para urinar são pequenas e o homem convive bem com elas, não se deve fazer nada. É possível prescrever uma medicação como a finasterida, que diminui um pouco o tamanho da próstata ou os bloqueadores, chamados alfa-adrenérgicos, que dilatam o canal da uretra. Esses remédios ajudam 50%, 60% dos doentes que passam a urinar e a viver melhor. Não existe ainda nenhum remédio que faça a glândula voltar às suas dimensões normais. Quando o caso é mais grave e o prejuízo à qualidade de vida é muito grande, medicamentos não resolvem este problema. Nestes casos é necessário recorrer à cirurgia, feita pelo canal uretral. O cirurgião introduz um aparelho pela uretra e abre esse canal no ponto que está sendo comprimido pela próstata aumentada. É importante esclarecer que este tipo de cirurgia da próstata não causa impotência sexual e, raríssimas vezes, leva à incontinência urinária. Esta intervenção cirúrgica, realizada através da uretra, é reservada para próstatas de pequenas a médias dimensões, sendo que as maiores têm que ser abordadas através de incisões abdominais.

- Quais os resultados desta intervenção cirúrgica para o paciente?
Ricardo de La Roca – A cirurgia ajuda de 90% a 95% dos pacientes. Após a cirurgia, este homem passa a urinar mais aliviado e a levantar menos vezes à noite. Só isso já melhora sua qualidade de vida. As chances de cura são grandes. Em 4% a 5% dos doentes, porém, existe a possibilidade de uma recidiva. Estes 5% que não respondem bem à cirurgia pertencem ao grupo que não apostam na medicina preventiva. São homens que mantêm o quadro de obstrução da uretra por muitos anos porque relutam em ir ao urologista. Esse processo de obstrução prejudica o funcionamento da bexiga, que fica com as paredes mais grossas e os músculos mais endurecidos para no final apresentarem uma bexiga sem nenhuma força de contração. Resultado: a próstata é operada e o indivíduo continua urinando mal, porque a bexiga não tem mais força para expelir a urina. Isto obriga o paciente a continuar urinando com freqüência e acumulando resíduo urinário elevado, apesar de a uretra ter sido desobstruída.

- A partir de que idade o homem deve freqüentar habitualmente o consultório do urologista, visando prevenir problemas na próstata?
Ricardo de La Roca - Todo homem acima de 50 anos de idade deve fazer anualmente o exame de toque retal e de PSA, uma proteína cujos níveis sobem na maioria dos casos de câncer de próstata, mas não só nesta doença. São necessários os dois exames porque em 20% dos casos de câncer, o PSA pode permanecer normal, mas combinado com o toque, quase a totalidade dos casos pode ser identificada precocemente. Se ele tiver, porém, um parente de primeiro grau (pai, filho, irmão) com câncer de próstata, for da raça negra ou obeso, deve começar aos 45 anos, porque seu risco para desenvolver a doença é maior.

- Quando é diagnosticado um câncer de próstata em fase inicial, quais as opções de tratamento oferecidas aos pacientes?
Ricardo de La Roca - Quando o urologista detecta um câncer de próstata, o primeiro esforço é saber se o tumor está localizado, avançado ou metastático. Se está situado internamente, recorre-se à cirurgia, à radioterapia externa ou à braquiterapia, que também é uma forma de radioterapia. Quando o tumor está avançado ou já existem metástases, o médico pode indicar o uso de hormônio e optar por fazer ou não a cirurgia e a radioterapia, dependendo de uma série de fatores.

- Gostaria que o senhor explicasse os três tipos de tratamento que são aplicáveis aos casos de tumores circunscritos à próstata.
Ricardo de La Roca - A primeira opção de tratamento é a cirurgia, feita através de uma incisão no abdômen, abaixo do umbigo, pela qual a próstata é removida e com ela o tumor. O doente permanece no hospital por 4 ou 5 dias.
A radioterapia externa é realizada através de múltiplas aplicações, uma por dia, de um feixe concentrado de irradiação que incide sobre a próstata. É um tratamento prolongado, que se estende por seis ou sete semanas, mas um pouco mais simples do que a cirurgia, já que não envolve internação, nem anestesia. E por fim, o terceiro método é a braquiterapia, que consiste na colocação de agulhas na próstata do doente mantido sob leve anestesia, através das quais são inseridas sementes radioativas dentro da glândula. A cirurgia é a opção de tratamento mais agressiva, pois é uma intervenção complexa. A radioterapia e a braquiterapia são procedimentos mais simples, embora a próstata permaneça no organismo e possa apresentar uma recidiva do tumor, além de manifestações obstrutivas como a hiperplasia benigna. No caso do tratamento do câncer de próstata neste estado, a cirurgia pode acarretar impotência sexual por lesão dos feixes neurovasculares que passam ao lado da glândula, bem como incontinência urinária nos três primeiros meses. A opção radioterápica não leva à incontinência urinária, mas em alguns casos, pode causar algum déficit sobre a potência sexual.

- Por que nos casos de tratamento do câncer de próstata surgem essas complicações: impotência sexual e incontinência urinária?
Ricardo de La Roca - Lateralmente à próstata, passam dois nervos responsáveis pela ereção. Durante a cirurgia, o médico pode lesar estes nervos, se o tumor estiver encostado neles, ou ainda ser obrigado a removê-los. Em relação à radioterapia, os feixes de raios necessários para queimar o tumor podem também lesar estes nervos e causar impotência, em 35% dos casos.

- Quais as chances de cura do câncer de próstata com o tratamento cirúrgico e com o tratamento radioterápico?
Ricardo de La Roca - No câncer de próstata, o urologista só fala em cura, depois de 10 anos sem a doença. Quem sobrevive 5 anos, provavelmente está curado, mas é preciso esperar 10 anos para a alta definitiva.
Quando o tumor está dentro da próstata, com a cirurgia há cura entre 85% e 90% dos pacientes. Se já saiu da glândula, a eficiência do tratamento cai muito. Com a aplicação de radioterapia e braquiterapia, 70% dos pacientes estão curados, depois de 10 anos. Com o tratamento cirúrgico, a doença pode reaparecer em 10% a 15% dos casos. Quando isto ocorre, podemos lançar mão de medicações antitumorais ou hormonais que controlarão a doença por outro longo período, se ela for diagnosticada a tempo.

Ricardo Felts de La Roca
O urologista Ricardo Felts de la Roca dirige a Clínica e Cirurgia Urológica Dr. Ricardo Felts de La Roca. Membro Titular da Sociedade Brasileira de Urologia, mestre em Cirurgia Geral pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, o médico também é assistente estrangeiro da Faculdade de Medicina de Paris – Hospital de la Pitié-Salpetrière, fellow do Colégio Internacional dos Cirurgiões e membro correspondente da Associação Americana de Urologia e da Associação Francesa de Urologia.

Clínica e Cirurgia Urológica Dr. Ricardo Felts de La Roca
Endereço: Alameda Lorena, 131 Conjuntos 85 e 87 Jardim Paulista São Paulo-SP
Telefones: (11) 3053-6960 / 3053-6961.
http://www.delarocaurologia.com.br
* Márcia Wirth - Excelência em Comunicação Tel: (11) 5041-6827/9394-3597 E-mail:


Voltar Mais Notícias Geral ...



Rio Grande do Sul         Brasil




As melhores piadas da web
Ria e divirta-se a valer
Somente piadas inteligentes

www.redevital.net/ Piadas


Jornal Zero Hora
Anuncie em ZH Classificados
Faça seu anúncio via Internet

www.redevital.net/ Classificados RBS


Diário Gaúcho
Anuncie no ClassiDiário
Faça seu anúncio via Internet

www.redevital.net/ Classificados RBS


Jornal O Pioneiro
Caxias do Sul/RS e região
Faça seu anúncio via Internet

www.redevital.net/ Classificados RBS



Jornal Zero Hora
Anuncie em ZH Classificados
Faça seu anúncio via Internet

www.redevital.net/ Classificados RBS


Prefeitura Municipal
de Cachoeirinha

Site Oficial
portal.cachoeirinha.rs.gov.br

VITAL COMUNICAÇÕES LTDA - Fone (51) 8406-0092 - e-Mail: vital@redevital.net
Rua Tupi, 25 - Bairro Monte Carlo - Cachoeirinha/RS