Quando olho no espelho,
Pouco penso, mas vejo,
O que nem me atrevo comparar.
É minha cara que enruga,
É meu cabelo que encurta,
Sem precisar cortar.
São minhas mãos que tremem,
É meu pensamento que teme,
Em não poder continuar.
É um pequeno que me abraça,
Em minhas pernas se enlaça,
Se enrola, porque quer dormir.
É o meu amor derradeiro,
Que em todo meu mundo inteiro,
Não havia me deixado crer.
E não me deixou ver,
O que só agora percebo.