De vez em quando gosto de chorar
entrar para dentro de mim
rever meus cristais e minhas ervas daninhas
amolecer os ossos do peito
e verter os açudes da alma.
Um pouco de silêncio cai bem.
Já não pertenço a este mundo.
Cai bem a solidão da última palavra
cai bem a arquitetura do amor.
De vez em quando gosto de chorar
navegar meus interiores,
explorar as ilhas do cérebro
soltar as amarras dos olhos
e verter os mares do coração.
Do livro de Amaro: Meandros do coração