Tenho fome de solidão
no desconforto da multidão
que come as orelhas.
Me falta o mar da madrugada
o diálogo das almas
a paz das alcovas.
Sinto vontades de silêncio
sinto carências de Deus
sinto saudades de mim.
De vez em quando espio a noite
calma e distante de meu corpo
aportando em outro corpo.
Tenho fomes de solidão
vontades de prosear estrelas
com meu amigo coração...
Do livro de Amaro: Meandros do coração