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Passando a limpo

* Jorge Eduardo de Azevedo ( Marinheiro ) em 09/07/2007

- Conte-me teus pecados!
- Não consigo repetir em sã consciência, as barbaridades que fiz.
- Mas tente!
- Não posso. Os meus malfeitos até a mim apavoram.
- Se não me contares, não poderei te absolver.
- Eu não passo de hoje padre. Não posso morrer com este peso. Eu preciso comungar.
- Não é possível sem que me confesses. Tu tens de partilhar comigo para que eu te absolva e...
Neste momento, João percebe que seu visitante que até pouco agonizava, já não respirava. Sai daquele cômodo me ...

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Velha moça criança

* Jorge Eduardo de Azevedo ( Marinheiro ) em 21/06/2007

Costeando aquele mato, de repente, não mais que isto, ouço aquele monte de risadas. Quem eu vejo? Como tu sabes? É, ele mesmo. Lá estava ele. O Adélio, ria como louco. Mas isto é uma história que não vou contar agora.

Eu voltava de uma reunião de pais e mestres, ocorrida na escola de meu neto. Trazia comigo muitas reclamações, que foram expostas pelos professores desse guri. Essa criança só pode ter puxado à mãe, pois era sempre assim que acontecia, quando ela estudava. Ela era um terror. Se ...

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Passagem descabida

* Jorge Eduardo de Azevedo ( Marinheiro ) em 07/12/2006

No necrotério, aquela laje fria me gelava a bunda. Uma agonia se apodera de mim por não poder sair dali. Sinto-me apreensivo nesta hora. Eu não era ouvido por ninguém, por mais que tentasse me pronunciar.

Vejam como é a vida! De uma hora para outra, já não se faz parte dela. Era um aperto aqui, um puxão acolá, e nada que eu pudesse fazer para que parassem com aquilo, que para mim não era normal. Estava eu ali deitado, a tudo assistindo mas ninguém percebia. Já nem sentia frio naquela noite ge ...

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A Mudança

* Jorge Eduardo de Azevedo ( Marinheiro ) em 05/12/2006

A mansão estava toda iluminada. Nunca, em tanto tempo de residência naquelas vizinhanças, eu havia percebido qualquer sinal de vida nos lados de dentro daqueles imensos muros que circundavam tal edificação. Aquela propriedade, que eu não sabia a quem pertencia, ficava no mesmo caminho de onde eu morava.

Chegando na pensão, senti que alguma coisa não estava certa. Por costume, naquela hora da noite, eu sempre dava uma olhada em todos os cômodos da casa antes de me recolher. Nessa noite as co ...

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