Gisela Consoni e Kenia Ferraz, estagiárias de Jornalismo da Secretaria Municipal Especial de Comunicação (Secom) da Prefeitura de Gravataí, receberam, na noite de 10 de dezembro, no auditório da OAB/RS, diplomas de Menção Honrosa do 24º Prêmio Direitos Humanos de Jornalismo. As duas gravataienses estudam na Unisinos e os textos foram publicados na revista Primeira Impressão e no jornal Babélia, veículos experimentais daquela universidade.
Gisela, juntamente com a colega Caroline Tatsch, escreveu “Fingimos não ver”, um texto comparativo entre as culturas dos índios e dos brancos, que foi ilustrado com fotos de Rodrigo Neves e publicado na Primeira Impressão de julho de 2007. Kenia, em parceria com os colegas Camila Nunes, Rodrigo Prux e Elisa Vieira, produziu a matéria “A esperança vence o medo”, sobre a violência contra a mulher, para o jornal Babélia de junho de 2007.
Concorreram, em todas as categorias, 197 trabalhos e 30 foram premiados. O Prêmio Direitos Humanos de Jornalismo foi criado pela OAB em 1984, com a colaboração do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do RS e a Associação dos Repórteres Fotográficos e Cinematográficos do RS.
Gisela:
Cursando o 7º semestre de Jornalismo, Gisela Consoni já está fazendo planos para a formatura, que deve acontecer em 2008. Muito feliz com o prêmio recebido, ela relembra as dificuldades que encontrou para fazer a matéria.
“Na primeira vez, não achei nem a aldeia dos índios Canta Galo, em Viamão. Quando fui novamente, passei a tarde na aldeia, mas tive muita dificuldade em conversar com os índios. Eles só conversam entre si em Guarani. A maioria das informações eu recebi de um índio que atua como agente de saúde lá dentro. Mas a experiência foi muito legal”, conta Gisela. “Passei a ver os índios com outros olhos”, ressalta. Gisela pretende, depois da formatura, atuar no jornalismo impresso, de preferência em jornal.
Kenia:
Estudante do 5º semestre de Jornalismo, Kenia Ferraz produziu o texto “A esperança vence o medo” juntamente com os colegas Camila Nunes e Rodrigo Prux, com fotos de Elisa Vieira. O grupo baseou o texto numa palestra proferida em Porto Alegre por Maria da Penha, inspiradora da lei que pune a violência contra a mulher.
Foram feitas entrevistas com advogados da ONG Themis e com mulheres defendidas por um grupo de ajuda de Esteio. “Foi bom fazer a matéria, pois ficamos conhecendo e entendendo as dificuldades que enfrentam as mulheres vítimas de violência. Eu nem sabia que estava concorrendo, pois foi o Rodrigo que inscreveu o trabalho. Fiquei feliz com o prêmio, e meus familiares também”, afirma Kenia.
A estudante dedica o prêmio para a mãe e a madrinha. Kenia pretende, após a formatura, trabalhar no jornalismo impresso, pois não gosta de TV e acha que a sua voz não serve para o rádio. “Falei para os colegas, quando recebemos os diplomas, que no ano que vem estaremos aqui novamente, mas para buscar troféus”, completa, confiante.
(Foto: Altemar Oliveira)