Em 1999, Wagner Padilha era aluno da Escola Municipal Santa Rita de Cássia, da Cohab A. Foi quase por acaso que ele entrou para as Oficinas Populares de Teatro oferecidas pela Fundação Municipal de Arte e Cultura de Gravataí. A vida de Wagner mudou a partir deste momento. Nascia em seu coração a paixão pelo teatro.
Hoje, aos 23 anos, Wagner passou a colecionar troféus. Já tem sete de ator coadjuvante e um de melhor ator, além de várias indicações, até mesmo para melhor diretor e iluminador. “Minha vida mudou. A paixão pelo teatro foi fulminante”, conta Wagner. O ator tem planos de cursar Artes Cênicas e Cinema.
Carreira:
No mesmo ano em que conheceu o teatro, Wagner apresentou no Festil a peça “O ensaio quase perfeito”. Iniciou a sua coleção de troféus ao ser escolhido como melhor ator coadjuvante. Participou de várias peças teatrais e até de filmes e uma mini-série. O troféu de melhor ator coadjuvante da peça “Desejos”, apresentada no Festival de Esquetes do Mercosul, de Gravataí, em agosto de 2007, foi o último prêmio conquistado. A peça, que Wagner dirige junto com Flávio d´Ávila, ficou em 3º lugar e será apresentada no próximo final de semana num festival em Estância Velha.
Por sua atuação, Wagner recebeu um convite para trabalhar com a diretora Vanja Ca Michel, na peça “Adolescer”, que está há cinco anos em cartaz em Porto Alegre. "Nessa peça, vou fazer seis personagens: um adolescente, um professor jovem, um professor velho, um professor metido a gostosão, um pai estressado e um pai alcoólatra", conta Wagner. Para se acostumar com o adolescente que vai interpretar, o ator está andando de skate pelas ruas de Gravataí.
Paixões:
A paixão pelo teatro e pelo seu clube do coração, o Internacional, só não são maiores do que o amor que Wagner sente pela sua mãe Rosângela e a irmã Vanessa. “Elas são as minhas duas maiores fãs. Estão sempre comigo, dando força e me ajudando”, conta o ator. É a paixão pelo teatro que faz Wagner trabalhar muito cada personagem. “Quando interpretei um vendedor que vendia milagres dentro de uma igreja, na peça O Santo, passei uma noite dentro de uma igreja observando o que acontecia”, afirma o ator.
Até mesmo a decisão de viver da arte não foi fácil. Wagner trabalhava numa empresa e pediu licença para o chefe para se ausentar durante o horário de trabalho para se apresentar em Porto Alegre. O chefe negou a licença e disse que ele precisava escolher entre o emprego e o teatro. Escolheu na hora: tirou o uniforme da empresa e pediu demissão. Hoje Wagner consegue sobreviver somente do teatro. “Trabalho bastante, mas faço aquilo que gosto. É muito bom isso”, completa.