A arte não tem sexo. A arte nada mais é do que o afloramento de sentimentos e emoções. É o resultado da inspiração que se manifesta de uma maneira subjetiva.
O artista é um ser como qualquer ser, mas com particularidades distintas. Não consegue viver sem criar. Assim como não consegue dormir sem orar o temente a Deus.
O aplauso é o orgasmo do artista. O aplauso, para uma criatura assim, é tão necessário quanto comer, beber ou dormir.
O artista até consegue viver sem fazer sexo, mas não consegue, um dia sequer, se ver sem cantar, ou tocar, ou esculpir, ou pintar, ou etc...
O artista é dotado de dons maravilhosos e fantásticos. Ele precisa, por sua natureza, ser escutado e festejado.
A arte para o homem é uma necessidade fundamental. Ela satisfaz a falta de beleza, que tantas pessoas sentem, mesmo os mais selvagens e ignorantes.
A capacidade de expressão que o artista traz em si, quando externada, ameniza a dor e anseios de tanta gente comum, como a infinita maioria. Ele põe sua vida no que faz tentando iluminar a vida dos menos afortunados.
A arte não se aprende. Ela nasce como uma criança nasce. Quando pequeninos já demonstramos tais especialidades. Por outro lado, todos nós, sem distinção, temos a capacidade imaginativa de nos colocar no papel principal de alguma obra escrita, cantada, pintada e até mesmo esculpida, cuja finalidade maior é de incutir e manter no ser um clima de alegria constante, mostrando ao homem que ele pode conservar sua pureza de espírito, desde que queira e saiba apreciar as coisas simples e naturais. Devemos, sim, estar atentos. Observar e refletir. Pois a arte nos mostra os Caminhos & Descaminhos.
Em homenagem ao dia do escritor.
Este texto, está contido em meu livro “Caminhos & Descaminhos”